Ó DEUS, MOSTRA-NOS A TUA MISERICÓRDIA!

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' Tu, que és pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho; tu, que te assentas entre os querubins, resplandece. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos. Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. Ó Senhor Deus dos Exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo? Tu os sustentas com pão de lágrimas, e lhes dás a beber lágrimas com abundância. Tu nos pões em contendas com os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós entre si. Faze-nos voltar, ó Deus dos Exércitos, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. '

( Salmos 80:1-7 )

O salmista clama para que Deus brilhe sobre o Seu povo. O Senhor tem o poder de mostrar Sua salvação, por isso, o salmista ora para que Deus desperte Seu poder e venha salvar a Israel.

A palavra traduzida como "restaurar" tem um significado ambíguo e é frequentemente usada para descrever o arrependimento. Pode ser lido "faça-nos arrepender, ó Deus". A restauração das circunstâncias está intimamente ligada ao relacionamento deles com Deus. O povo trouxe seus sofrimentos sobre eles, por causa de sua falha em andar nos caminhos de Deus. O arrependimento genuíno é difícil. É difícil porque ofuscamos tantas vezes, culpando os outros, culpando a Deus, arrumando desculpas para justificar o 'por quê' fizemos o que fizemos. Já ouvi várias pessoas dizerem: ‘Não posso acreditar que Deus me permitiria passar por isso’. O perdão genuíno é precedido por arrependimento genuíno. O salmista sente a necessidade de pedir a ajuda de Deus em seu ato de arrependimento. O salmista pede três vezes que a face de Deus brilhe sobre eles. Ele está se referindo à bênção Aarônica em Números 6.

No final do serviço de adoração, o ministro confere a bênção do Senhor à congregação. A bênção não é apenas uma forma de encerrar um serviço (culto): É a concessão da bênção do Deus Triúno ao Seu povo. Deixamos a presença especial do Senhor com a bênção do Senhor sobre nós. O salmista ora para que a bênção total de Deus substitua a experiência de dor e perda. A oração pela restauração é dirigida primeiro a Deus (versículo 3), depois a Deus Todo-Poderoso (versículo 7) e por fim ao SENHOR Deus Todo-Poderoso (versículo 19). O salmista está lembrando ao povo que o Deus a quem ele ora é o Deus dos exércitos do Céu. Ele é o Deus da Aliança que fez promessas. Este Deus é o Deus forte, o Deus que está ligado ao Seu povo por promessas ou juramento. A capacidade que Deus tem como o Soberano Todo-Poderoso não está em dúvida. O povo não é digno de bênção, a única esperança é pleitear a Aliança. Como igreja, não merecemos misericórdia, amor, compaixão ou mesmo simpatia, mas em Cristo temos tudo. Nossa justiça é a justiça de Cristo, nosso valor é o valor de Cristo. As orações que oramos são mediadas por Cristo, as canções que cantamos são mediadas por Cristo. O que poderíamos oferecer se tentássemos ir a Deus sem Cristo?

Ao Senhor Deus Todo-Poderoso, o salmista pergunta: "Por quanto tempo a sua raiva arderá contra as orações do Seu povo?". Não foram as tensões internacionais que causaram o sofrimento do povo: Foi o próprio Deus quem estava zangado com eles. É uma declaração chocante ler que a raiva de Deus estava latente contra suas orações. Deus estava com raiva de Seu povo quando eles não oravam, e agora Ele está com raiva porque eles estão orando. Uma resposta é encontrada em Isaías: “O SENHOR diz: Eu não quero todos esses sacrifícios que vocês me oferecem. Estou farto de bodes e de animais gordos queimados no altar; estou enjoado do sangue de touros novos, não quero mais carneiros nem cabritos. Quando vocês vêm até a minha presença, quem foi que pediu todo esse corre-corre nos pátios do meu Templo? Não adianta nada me trazerem ofertas; eu odeio o incenso que vocês queimam. Não suporto as Festas da Lua Nova, os sábados e as outras festas religiosas, pois os pecados de vocês estragam tudo isso. As Festas da Lua Nova e os outros dias santos me enchem de nojo; já estou cansado de suportá-los. Quando vocês levantarem as mãos para orar, eu não olharei para vocês. Ainda que orem muito, eu não os ouvirei, pois os crimes mancharam as mãos de vocês. Lavem-se e purifiquem-se! Não quero mais ver as suas maldades! Parem de fazer o que é mau e aprendam a fazer o que é bom. Tratem os outros com justiça; socorram os que são explorados, defendam os direitos dos órfãos e protejam as viúvas”. (Isaías 1: 11-17).

Seu clamor a Deus era por alívio, mas agora o salmista expressa sua necessidade de arrependimento. Sua comida e bebida eram lágrimas em tigelas. Eles sofreram perda de reputação e são ridicularizados pelos vizinhos.

O salmista espera que o Senhor os reavive e então o povo invocará o Nome do Senhor. Isso deve começar com Deus porque as pessoas não têm força. Se o Senhor Deus Todo-Poderoso permitisse que Seu rosto brilhasse sobre eles, eles seriam salvos.

Meu irmão e minha irmã, quando nos achegarmos a Deus em oração, devemos fazê-lo não apenas para pedir por nossos desejos ou necessidades. O salmista se achegou a Deus com base na Aliança ou seja, a Palavra de Deus através das Leis de Moisés. Devemos igualmente nos achegar a Deus com base na Palavra de Deus (a Bíblia), pois ela tem toda a orientação para termos uma vida que agrade ao nosso Deus e da mesma forma tem toda a base para nos achegarmos a Ele e pleitearmos qualquer coisa. Amém?

Tenha um dia abençoado e até a próxima.

 

 

 

Devanir Caetano da Silva

Pastor da Igreja Restauração em Cristo

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