A NOSSA ESPERANÇA ESTÁ EM DEUS

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' Ó Deus, os gentios vieram à tua herança; contaminaram o teu santo templo; reduziram Jerusalém a montões de pedras. Deram os corpos mortos dos teus servos por comida às aves dos céus, e a carne dos teus santos às feras da terra. Derramaram o sangue deles como a água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os enterrasse. Somos feitos opróbrio para nossos vizinhos, escárnio e zombaria para os que estão à roda de nós. Até quando, Senhor? Acaso te indignarás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo? '

( Salmos 79:1-5 )

O salmista coloca seu lamento diante do Senhor (versículos v1-4). As nações invadiram e não mostraram respeito pela herança de Deus ou pelo Templo. A terra e o povo de Deus são a herança do Senhor. A preocupação expressa aqui não é que o Senhor agiu julgando o povo, mas sim os meios usados pelo Senhor. O salmista expressa sua preocupação com o que as nações fizeram ao Senhor. Eles invadiram a herança do Senhor, contaminaram o Templo do Senhor e reduziram a cidade santa a escombros. Ele descreve o povo como servos do Senhor e santos do Senhor. As nações não mostraram respeito pelos mortos, mas deixaram os corpos para os animais selvagens e aves de rapina. O sangue foi derramado em grande quantidade, semelhante ao derramamento da água. Não há sobreviventes suficientes para enterrar os mortos. Os sobreviventes foram poupados da morte, mas suportaram a reprovação, o desprezo e a zombaria de seus vizinhos.

O salmista não questiona o julgamento do Senhor sobre o povo, ele pergunta por quanto tempo Deus ficará com raiva e Seu ciúme queimará como fogo. Os mandamentos eram bastante claros sobre o que aconteceria se as pessoas adorassem falsos deuses: “Não faça imagens de nenhuma coisa que há lá em cima no céu, ou aqui embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não se ajoelhe diante de ídolos, nem os adore, pois eu, o SENHOR, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os seus bisnetos e trinetos. Porém sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençoo os seus descendentes por milhares de gerações”. (Êxodo 20: 4-6)

O salmista lança um clamor a Deus, de partir o coração: "Até quando, Senhor?" (O livro de Lamentações descreve a extensão do sofrimento). O salmista se dirige ao Senhor da Aliança. Foi a Aliança que estipulou o que aconteceria se eles quebrassem os termos da Aliança. Mesmo assim, o salmista pleiteia a Aliança porque Deus é um Deus misericordioso. A pergunta no versículo 5 serve como uma transição do lamento para a oração.

O salmista clama a Deus para lidar com as nações e reinos que não reconhecem Deus nem invocam Seu nome. Este é exatamente o pecado do qual o povo de Deus era culpado. Eles não reconheceram a Deus. A única esperança que os remanescentes podiam ter era na misericórdia de Deus. Os pecados dos pais foram muitos, mas o salmista também admite os seus próprios pecados e pede perdão. A necessidade deles é desesperadora, por isso ele pede que Deus venha logo. A esperança traz o povo a Deus.

“O amor do SENHOR Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim. Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs; e como é grande a fidelidade do SENHOR! Deus é tudo o que tenho; por isso, confio nele. O SENHOR é bom para todos os que confiam nele. O melhor é ter esperança e aguardar em silêncio a ajuda do SENHOR”. (Lamentações 3: 22-26).

Um remanescente do povo de Deus foi poupado e levado para o exílio. Eles clamam ao Senhor e têm esperança porque Deus é o seu Salvador. A esperança permanece porque Deus nunca abandonará Seu plano de redenção. A libertação virá, mas “até quando, ó SENHOR?”. A misericórdia e graça do Senhor não depende da retidão ou piedade do povo, mas sim é dada por causa do Nome do Senhor.

Olhando a HISTÓRIA com atenção, podemos extrair dela lições preciosas que poderão nos poupar de grandes sofrimentos. Apesar de todo aviso que Deus havia dado ao Seu povo naqueles dias, parece que ninguém deu muita atenção. E qual era a preocupação de Deus? Era ver os “cultos” no Templo abarrotados de pessoas? Era ver o “gazofilácio” (local onde se colocava as ofertas) abastado com as ofertas do povo? Não. Não era essa a preocupação de Deus. E qual era então? Que o povo, o Povo de Deus, tivesse uma vida de santidade, ou seja, longe do pecado. Por quê? Porque o pecado trás consequências terríveis, entre elas, a morte. Mas a maioria das pessoas não se preocupam com o que virá depois: Querem apenas viver o agora. Esta foi a atitude do Povo de Deus daqueles dias do Salmo 79. E eu pergunto: Como está o Povo de Deus dos dias atuais? Como está vivendo a Igreja hoje?

Meu irmão e minha irmã, devemos nos preocupar com nossa vida espiritual. Nem sempre colhemos o que plantamos. Às vezes o justo colhe o que o ímpio plantou. SIM: GRANDE É A FIDELIDADE DE DEUS. SIM: GRANDE É A MISERICÓRDIA DE DEUS. Mas não devemos ser levianos. Se estamos padecendo porque estamos em um mundo que gera aflições, é uma coisa. Não devemos padecer porque estamos brincando com o pecado. Se vivemos dias difíceis, porque existe uma crise no Brasil e no mundo, vamos igualmente o salmista, clamar a Deus com toda a confiança e esperança, porque devemos depositar nossa esperança em Deus e assumirmos nossa parte na Aliança que firmamos com Ele. Amém?

Tenha um dia abençoado e até a próxima.

 

 

 

Devanir Caetano da Silva

Pastor da Igreja Restauração em Cristo

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